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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Você sabe quais são as dificuldades de quem deseja trabalhar com compliance?

 




Trabalhar com compliance apresenta desafios específicos que exigem resiliência.

1. A insegurança técnica - surge quando o profissional não domina normas complexas ou não acompanha atualizações legais, gerando dúvidas na aplicação prática.

2. A estagnação profissional - ocorre em ambientes que não valorizam o desenvolvimento contínuo, limitando crescimento e especialização.

3. A dificuldade de transição - aparece quando alguém migra de outra área, enfrentando barreiras para adaptar-se a uma função altamente normativa e estratégica.

4. A falta de reconhecimento - ainda é comum, pois muitas organizações veem o compliance apenas como obrigação legal, e não como diferencial competitivo.

5. desconexão entre teoria e prática - dificulta a efetividade, já que modelos ideais muitas vezes não se aplicam à realidade organizacional, exigindo adaptações criativas e consistentes.




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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Você sabe por que a transparência é essencial para a gestão pública?

 




A transparência na gestão pública é o princípio que garante o acesso claro e acessível às informações sobre ações, gastos e decisões governamentais. Fundamenta-se na Constituição e em leis como a Lei de Acesso à Informação, reforçando valores éticos de honestidade e prestação de contas. 

É essencial para a boa governança, pois permite o controle social, fortalece a participação cidadã e inibe práticas de corrupção. Sua implementação inclui portais de transparência, audiências públicas, relatórios de gestão e dados abertos. Benefícios incluem maior eficiência administrativa, credibilidade institucional e confiança da população. 

Sem transparência, proliferam abusos, desperdícios e desigualdade de acesso à informação, enfraquecendo a democracia e o vínculo entre Estado e sociedade.

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#Transparência
#Gestãopública
#Compliance


sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Você sabe quais são os pilares do compliance?

 


Os pilares do compliance são fundamentos que orientam a criação de um programa eficaz dentro das organizações. 

Entre os principais estão: comprometimento da alta direção (tom da liderança), avaliação e gestão de riscos, códigos de conduta e políticas internas, controles internos e monitoramento contínuo, comunicação e treinamentos, canais de denúncia seguros e independentes, investigação e resposta a irregularidades e melhoria contínua. 

Esses elementos, quando aplicados de forma integrada, criam uma cultura de ética, transparência e responsabilidade. Assim, o compliance deixa de ser apenas uma exigência legal e passa a ser um diferencial estratégico para a organização.

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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Você sabe em que dia se comemora o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio?

 




A data é comemorada no dia 10 de setembro e integra a campanha Setembro Amarelo, dedicada à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio. 

Este é um momento para reforçar que falar sobre o tema não incentiva, mas sim salva vidas. Para se precaver, é importante reconhecer sinais de sofrimento emocional, como isolamento, mudanças bruscas de humor e perda de interesse por atividades. 

Ofereça escuta ativa, sem julgamentos, e incentive a busca por ajuda profissional. Divulgue canais como o Centro de valorização da Vida (CVV), nº 188. Uma conversa empática pode abrir portas para o cuidado e a esperança. Quebrar o silêncio é proteger vidas.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Autonomia, integridade e os limites do compliance

 



A filosofia moral de Immanuel Kant oferece uma lente poderosa e incisiva para analisarmos os conceitos que fundamentam nossa vida ética individual e coletiva. Através de sua rigorosa distinção entre autonomia e heteronomia, somos convidados a uma reflexão crítica sobre a natureza da moralidade e a examinar as ferramentas que utilizamos para promovê-la, como a integridade e o compliance.


Para Kant, a autonomia da vontade é a pedra angular da moralidade. Não se trata simplesmente de "fazer o que se quer", mas da suprema capacidade da razão prática de se autodeterminar, ditando a si mesma a lei moral – o Imperativo Categórico

O agente autônomo age por puro respeito à lei que sua própria razão universalizante concebe. É a liberdade no seu sentido mais profundo: a obediência a uma lei que eu mesmo prescrevi enquanto ser racional. Em oposição direta, a heteronomia ocorre quando a vontade é determinada por algo externo à razão legisladora: um desejo, uma consequência esperada (como uma recompensa ou punição), uma pressão social ou uma autoridade divina. 

Para Kant, qualquer ética baseada na heteronomia é falha, pois substitui o comando da razão pela inclinação ou pela coerção, esvaziando o ato de seu valor moral genuíno.

É neste ponto que a integridade adquire seu significado mais nobre. Na perspectiva kantiana, a integridade não é meramente honestidade ou coerência com valores pessoais arbitrários. É a virtude cardinal do agente autônomo. É a manifestação prática e constante de uma vontade alinhada com o dever. A pessoa íntegra é aquela cujas ações emanam de sua legislação moral interna; sua conduta é um reflexo fiel de sua racionalidade ética. A integridade, portanto, é a autonomia em ação.

O compliance, por outro lado, é a materialização institucional da heteronomia. Trata-se de um conjunto de regras, procedimentos, controles e mecanismos de monitoramento externos, projetados para garantir que os indivíduos ajam em conformidade com o dever. 

Um programa de compliance eficaz é aquele que previne fraudes, corrupção e outras ilegalidades através da ameaça de sanções e da vigilância. O problema, do ponto de vista kantiano, reside na motivação que ele engendra. O indivíduo que segue uma regra apenas porque o sistema de compliance a impõe e o pune por descumpri-la está agindo de forma heterônoma. Sua motivação não é o respeito à lei moral, mas o cálculo de consequências: medo de punição, desejo de recompensa ou aceitação social. Ele é cumpridor, mas não é autônomo e pode, em outra circunstância sem fiscalização, transgredir a mesma regra. Falta-lhe, portanto, a integridade kantiana.

A crítica não é que o compliance seja inútil. Em um mundo imperfeito, ele é não apenas necessário, mas vital. Ele funciona como um dique de contenção contra a maldade e a negligência, criando um piso mínimo de conduta aceitável e protegendo a sociedade. No entanto, a filosofia kantiana nos alerta para seu limite intrínseco:

⇨O compliance pode moldar o comportamento, mas é cego perante a intenção;
⇒Ele pode criar conformidade, mas não pode cultivar virtude.

Uma organização ou sociedade que se fia exclusivamente no compliance está, na visão kantiana, promovendo uma moralidade de segunda categoria, uma ética da heteronomia, onde os agentes são "marionetes" bem-comportadas, e não legisladores morais autônomos.

A verdadeira aspiração ética, portanto, deve ser a de usar a estrutura heterônoma do compliance não como um fim em si mesma, mas como um andaime, um espaço protegido onde a autonomia e a integridade possam ser exercitadas e cultivadas. O objetivo final é que as regras externas se tornem internalizadas pela razão prática, transformando-se em convicção moral.

A grande questão que Kant nos lega é: estamos satisfeitos em construir sistemas que apenas produzem agentes cumpridores e heterônomos, ou almejamos o desafio maior de educar e fomentar agentes autônomos, íntegros e verdadeiramente éticos, que agem por dever e não apenas sob a ameaça do compliance?

A resposta define não apenas a eficácia de nossos sistemas, mas a altura moral de nossa civilização.

Você sabe qual é a relação entre Integridade e confiança?

 




Integridade e confiança são pilares inseparáveis na administração pública e privada. A integridade representa agir de forma ética, transparente e alinhada a princípios, enquanto a confiança é o reconhecimento, pelos outros, de que essas condutas são consistentes e confiáveis. 

Na administração pública, a integridade garante uso responsável dos recursos e respeito ao interesse coletivo, fortalecendo a legitimidade das instituições. 

No setor privado, assegura que decisões e negócios sejam conduzidos com transparência e responsabilidade, atraindo clientes, investidores e parceiros. 

Sem integridade, a confiança se perde; sem confiança, a credibilidade e a eficiência se enfraquecem. Juntas, elas criam ambientes estáveis, fortalecem relacionamentos e sustentam resultados duradouros, essenciais para o sucesso e a reputação de qualquer organização.

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terça-feira, 2 de setembro de 2025

ISO 37301:2021 - Sistemas de gestão de conformidade

 



A ISO 37301:2021 é uma norma internacional que estabelece requisitos para um Sistema de Gestão de Compliance (SGC) eficaz. Diferente da sua antecessora (ISO 19.600, que era uma diretriz), a ISO 37301 é uma norma auditável e certificável. Isso significa que uma organização pode ser auditada por um órgão independente e receber uma certificação que atesta que seu SGC está em conformidade com a norma.

Seu objetivo é fornecer um framework para que as organizações: 

Cumpram as suas obrigações de compliance (leis, regulamentos, normas, códigos de conduta);

Previnam, detectem e respondam a inconformidades;

Promovam uma cultura de integridade e compliance;

Demonstrem seu compromisso com a conformidade para partes interessadas (clientes, investidores, reguladores).


Princípios Fundamentais:

Integridade e boa-fé: Comportamento ético como base de todas as operações.

Boa governança: Envolvimento ativo e comprometimento da Alta Direção. 

Proporcionalidade: O sistema deve ser dimensionado de acordo com o tamanho, natureza, complexidade e perfil de risco da organização; 

Abordagem baseada em riscos: O foco deve estar na identificação e gestão dos riscos de compliance mais significativos;

Melhoria contínua: O sistema deve ser constantemente monitorado, avaliado e aprimorado.

 

Estrutura do Sistema de Gestão de Compliance (Baseada no Ciclo PDCA)

A norma segue a estrutura de alto nível (HLS) comum a todas as normas ISO de sistemas de gestão, facilitando a integração com ISO 9001 (Qualidade), ISO 37001 (Antissuborno) e ISO 45001 (Saúde e Segurança).


1. PLANEJAMENTO (Plan) - Contexto e Liderança

Contexto da organização: Identificar questões internas e externas e as necessidades e expectativas das partes interessadas (como reguladores, acionistas, empregados);

Liderança e comprometimento: A Alta Direção é peça-chave. Deve demonstrar liderança, estabelecer a Política de Compliance, definir funções, responsabilidades e autoridades dentro da organização;

Avaliação de riscos e oportunidades: Processo sistemático para identificar, analisar e avaliar os riscos de compliance. É o coração do sistema, direcionando os recursos para as áreas de maior risco.


 2. EXECUÇÃO (Do) - Implementação e Operação

Recursos e competência: Garantir que as pessoas tenham os recursos necessários (financeiros, tecnológicos) e sejam competentes para suas funções de compliance, através de treinamento e conscientização.

Conscientização e comunicação: Garantir que todos na organização entendam a política de compliance, seus objetivos e a importância de aderir ao sistema. Estabelecer canais de comunicação seguros e confidenciais (como canal de denúncias).

Controles operacionais: Implementar processos, procedimentos e controles para mitigar os riscos de compliance identificados. Isso inclui due diligence de terceiros, controles internos, políticas específicas, etc.

Documentação de informações: Manter documentação necessária para a eficácia do SGC (políticas, procedimentos, registros de treinamento, atas de reunião).


3. AVALIAÇÃO (Check) - Monitoramento e Análise

Monitoramento, medição e análise: Monitorar regularmente o desempenho do SGC para garantir sua eficácia. Isso inclui indicadores-chave de desempenho (KPIs).

Auditoria interna: Realizar auditorias internas periódicas para verificar se o SGC está conforme com a norma e os requisitos da organização.

Análise crítica pela direção: A Alta Direção deve revisar o SGC em intervalos planejados para garantir sua contínua adequação, suficiência e eficácia.

Tratamento de não conformidades: Estabelecer um processo para investigar inconformidades, implementar ações corretivas e prevenir sua recorrência.


4. MELHORIA (Act) - Ação Contínua

Melhoria contínua: A organização deve melhorar continuamente a adequação, suficiência e eficácia do SGC.

Ações corretivas: Agir sobre não conformidades e inconformidades, eliminando suas causas.


Benefícios da Implementação e Certificação

Demonstração de conformidade: Prova tangible para reguladores, clientes e sociedade do compromisso com a legalidade e a ética.

Redução de riscos: Minimiza a probabilidade de violações legais, multas, sanções e danos reputacionais.

Vantagem competitiva: Diferencial no mercado, especialmente em licitações e relações B2B.

Cultura organizacional fortalecida: Promove uma cultura de integridade e transparência em todos os níveis.

Tomada de decisão melhor: A abordagem baseada em risco fornece insights valiosos para a gestão.

Em resumo, a ISO 37301:2021 é a norma de referência global para organizações que desejam implementar um Sistema de Gestão de Compliance robusto, eficaz e, acima de tudo, certificável.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

você sabe por que a Integridade é um ativo invisível?





A integridade é considerada um ativo invisível porque, embora não apareça nos balanços financeiros, exerce impacto direto e duradouro no valor de uma pessoa ou organização.

Trata-se de um patrimônio ético construído por meio de atitudes coerentes, honestidade, transparência e cumprimento de compromissos.

No dia a dia, a integridade gera confiança, fortalece relacionamentos e atrai oportunidades, pois clientes, parceiros e cidadãos tendem a se relacionar com quem demonstra credibilidade.

Por ser intangível, não pode ser comprada ou simulada é conquistada ao longo do tempo e pode ser perdida rapidamente com atitudes incoerentes.

Como ativo invisível, sustenta reputações, abre portas e garante estabilidade, sendo fundamental para a sustentabilidade e o sucesso de qualquer carreira ou organização.

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